sábado, 1 de janeiro de 2011

2010 Noves Fora




Estou muito grata por ter conhecido tanta gente bacana neste 2010, enchido o peito de coragem e colocando Deus sempre à frente dos meus caminhos e decisões.

De tudo, fica o saldo de muita aprendizagem, amadurecimento e sabedoria, pois:
  • Aprendi que amizades vem e vão, vão mesmo, apesar de terem sido eternas até a página 2.
  • Aprendi que fechar os olhos e cair no desconhecido pode ser recompensador quando você confia em si mesmo.
  • Aprendi que apesar das mazelas, no fim de tudo, você vai se lembrar com  risos das dificuldades vencidas.
  • Aprendi que ter valores que te levem contra um fluxo de massa te sustenta e te fortalece. Há poucos nesse time, mas o suficiente para puxar o resto para a consciência.
  • Aprendi a aceitar a solidão como uma oportunidade de me conhecer e me moldar. Hoje já não sei se quero trocar a minha cia por outra que nunca saberei quem de fato é.
  • Aprendi que devemos acreditar nas pessoas para não desistir de ser humano. Acreditar duvidando sempre, sempre... e sempre. Se puder, tenha um cachorro.
  • Aprendi que, para ser surpreendida, não devemos esperar mais do que podem nos oferecer. Às vezes, simplesmente as pessoas não tem absolutamente nada para nos oferecer apesar de termos nos dedicado tanto.
  • Aprendi que sem querer postergamos coisas tão importantes que dividirão nossas vidas entre antes e depois. Questão de preparação de espírito.
  • Aprendi que não vale a pena discutir com quem acha que está sempre certo. O fato de ouvir idiotices não significa que você concorde.
  • Aprendi a dizer relevância que as pessoas tem no momento em que são relevantes (a qualquer momento essa condição pode mudar).
  • Aprendi a ser mais humilde pra reconhecer meus erros e começar novamente, apesar dos olhares reprovadores.
  • Aprendi que depois de um tempo, a verdade cada vez mais torna-se vazia e volátil.
  • Aprendi que, não importa quem seja, TODOS te decepcionarão um dia.
  • Aprendi que na vida, ocuparei eternamente a cadeira de aprendiz e cada dia é a realização de uma promessa, um passo dado em parceria – eu e Deus.

domingo, 24 de outubro de 2010

Mal Necessário


Sempre acreditei que as mudanças que precisamos devem partir de nós mesmos. Mudei, me regenerei, melhorei, me reinventei, mas ainda tenho um canto vazio que independe de mim, das capacidades e habilidades que desenvolvi. Já deu o capítulo em que me bastei, que fui [e ainda sou] minha melhor cia, minha melhor amiga, minha maior admiradora.

O meu meio interno está muito bem resolvido, obrigada! No entanto, tô sentindo necessidade do que me fez mal por um tempo... síndrome do mal necessário. Também, com essa lavagem cerebral que a gente sofre quando  põe o pé pra fora de casa! É covardia lutar contra... De repente um micróbio se manifesta no coração pra dizer que tem muito espaço ali.

Poxa, tá tudo tão bem! Ah, essa eterna insatisfação... ah essa eterna busca do mal necessário.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Despedidas


É... despedidas são assim mesmo e acredito que há tristezas boas e ruins.
Para mim foi muito difícil encarar todas as pessoas as quais convivi durante todo o tempo que fiquei por lá. Me emocionei muito principalmente porque (infelizmente) são nesses momentos de quebra de vínculos que as pessoas deixam para nos revelar o quanto somos importantes e como fizemos a diferença com nossa maneira de ser. Mesmo que seja na despedida, é imensamente gratificante sair sabendo que a gente acertou muito mais que errou.
Agora é caminhar pra frente! Ter certeza que vai dar tudo certo e que um dia todos nós nos encontraremos novamente, cheios de novidades pra contar.

domingo, 18 de abril de 2010

Cinza

Olhando as coisas como acontecem, concluo que o peso que elas tem para mim não é o mesmo peso para os demais.

De tudo o que aprendi na visa, a lição mais significativa é que as minhas escolhas [certas ou não] resultam em conseqüências e responsabilidades que afetam unica e exclusivamente a mim. E de tudo o que há, isso se aplica somente a mim.

Não vejo a mesma regularidade com todas as outras pessoas. Não os vejo aprendendo ou pagando por seus erros, sofrendo por suas más escolhas para que se tornem pessoas mais dignas e retas. Parece que a força latente do destino está usando do mesmo sistema de multas de transito, onde pode-se transferir os pontos adquiridos com as infrações para pessoas que não tem nada a ver, que nem ao menos pegam no volante para fazer uma simples manobra. Talvez seja a bolsa família das leis da vida.

As pessoas passam por cima umas das outras e, quando me permito dizer um sonoro "não", sou adjetivada por subversiva, uma monstra. 

Não vejo justiça, adequação, respeito, correção ou qualquer coisa revertida em bondade ou simples melhora que seja, nada para que eu creia que ser bom me trará um retorno, nem que seja paz de espírito.

Vivo desiludida porque idealizo a vida como ela não é. Acordei, abri a janela e vi a realidade cinza.